10 de janeiro de 2012

Euclides da Cunha


Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha

Nasceu em Cantagalo, município do Rio de Janeiro, a 20 de janeiro de 1866. Órfão, foi criado por suas tias na Bahia, onde fez os primeiros estudos.
Mais tarde, matricula-se na Escola Politécnica do Rio, transferindo-se depois para a Escola Militar. Positivista e republicano, desacata o então Ministro da Guerra, sendo expulso, em 1888, do estabelecimento.
Após a proclamação da República, no ano seguinte, reingressa na Escola Superior de Guerra, formando-se em Engenharia Militar e Ciências Naturais. Em 1896, discordando dos rumos tomados pela República, desliga-se definitivamente do exército.
Em 1897, abandona o Rio de Janeiro, fixando-se em São Paulo. Como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, é enviado a Canudos, Bahia, para cobrir a revolta que lá explodira. De volta a São Paulo, desliga-se do jornal; é chamado para planejar a construção de uma nova ponte em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo.
Nesta época, redige Os sertões, publicado em 1902. Em 1903 foi eleito membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia Brasileira de Letras. Entre 1905 e 1906, designado para tratar de problemas de fronteiras no norte do país, faz profundos estudos sobre a Amazônia. Retornando ao Rio de Janeiro, foi nomeado professor de Lógica no Colégio Pedro II.
No dia 15 de agosto de 1909, foi assassinado no Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 177-178)

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